Habitantes de quilombos reúnem-se em Iperó para fortificar os laços de identidade com a cultura afro-brasileira e entender sua importância
10 de junho de 2006
A Fundação ITESP (Instituto de Terras do Estado de São Paulo) e a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo abriram as oficinas temáticas do Projeto Quilombo-Vivo com o tema 'História e Cultura Africana e Afro-brasileira' em um encontro na Floresta Nacional de Ipanema, em Iperó.
Ainda há 23 comunidades descendentes de escravos que vivem precariamente em quilombos no Estado, como Cafundó, Capivari, Brotas, Caxambú e Camburi.
O evento buscou reforçar os centros de interação cultural criados pelo governo em que bibliotecas com mais de 300 livros e um computador serão doados, em parceria com o CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo), para as comunidades quilombolas.
A socióloga Ana Helena Passos acredita que a sociedade precisa olhar para os negros de outra forma: 'Eles foram fundamentais para a construção da humanidade e precisam ser reconhecidos e respeitados por isso', diz.
Realidade quilombola
O líder de Capivari, Carlos Sampaio, conta que o quilombo foi fundado em 1860, mas só em 2003 foi reconhecido pelo governo.
Lá não há água e eles lutam por um poço. Em Caxambú, não é diferente.
O líder Orlando Silva relata que invasões de terra prejudicam os habitantes. 'Eles não podem plantar nem criar animais porque estão espremidos no topo de uma montanha.'
FONTE: Jornal Bom Dia - Sorocaba-SP - http://www.bomdiasorocaba.com.br em 09/06/06

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